Câncer de Vagina

O Câncer de vagina é um tumor raro. O câncer de vagina e o de vulva  são responsáveis por menos de 7% dos tumores ginecológicos. O controle deste tumor é mais fácil quando a doença se localiza exclusivamente na vagina e não se disseminou para outras partes do corpo.  A maioria dos tumores na região da vagina se originam em outros sítios e o acometimento é por disseminação de doença (tumores secundários). O tumor pode se formar na própria vagina, nesse caso é o tumor primário.

Quando o tumor se desenvolve, o crescimento habitualmente  é lento no seu início, podendo  podendo  levar vários anos entre seu início e a manifestação clínica. O câncer de vagina se origina de uma lesão precursora, chamada de neoplasia intraepitelial vaginal.

Os tipos mais comuns de neoplasias da vagina são:

  • Carcinoma escamoso da vagina: origina-se das células que recobrem a superfície da vagina. Desenvolve-se muito lentamente e de forma assintomática na maioria das pacientes..  Geralmente ocorre em mulheres acima de 50 anos e com história de câncer do colo do útero. A maioria dos tumores de vagina é desse subtipo histológico.
  • Adenocarcinoma: o segundo tipo mais comum de câncer de vagina. Geralmente ocorre em mulheres jovens, com idade média de 19 anos. Comum em mulheres cujas mães fizeram uso de DES (dietilestilbestrol) para prevenção de aborto durante o primeiro trimestre da gestação dessas filhas.
  • Melanoma: esse tipo de tumor se desenvolve nas células da pele que produzem o pigmento melanina. É um tumor raro.
  • Sarcoma: Geralmente ocorre em bebês ou crianças muito novas. Muito raro em mulheres jovens.

Fatores de risco

Ainda não se sabe todas as causas do câncer de vagina.  Alguns grupos de mulheres parecem ter maior risco de desenvolver a doença:

  • Mulheres com infecção por HPV (papilomavírus humano) adquirida por via sexual;
  • Mulheres com história de lesões pré-cancerígenas como neoplasia intraepitelial vaginal;
  • Mulheres com antecedente de câncer de colo do útero;
  • Mulheres cujas mães fizeram uso do dietilestilbestrol pra prevenção de aborto durante a gestação;
  • Mulheres com múltiplos parceiros sexuais;
  • Mulheres com início da atividade sexual em idade muito precoce;
  • Mulheres com doença que afeta a imunidade como infecção por HIV;
  • Tabagistas;
  • Mulheres acima de 60 anos.

Sintomas

Os tumores da vagina podem causar vários sintomas, muito embora sejam inespecíficos. Nos estágios mais iniciais geralmente são assintomáticos.  Alguns desses sintomas são:

  • Sangramento após relação sexual;
  • Sangramento não relacionado à menstruação;
  • Dor pélvica ou na vagina;
  • Tumor ou nodulação na vagina;
  • Dor ao urinar;
  • Constipação.

Exames diagnósticos

O primeiro exame fundamental para o diagnóstico e tratamento do tumor é a biópsia. Pode ser necessária biópsia também do colo do útero e da vulva.  Pode ser feita no consultório ou no centro cirúrgico.

Outros exames são feitos para avaliação do acometimento loco-regional e à distância, como:

  • Cistoscopia;
  • Proctoscopia;
  • Tomografia Computadorizada;
  • Ressonância nuclear magnética.

Estadiamento

O estadiamento do câncer de vagina é em 4 grupos:

  • Estádio I: o câncer está restrito à vagina, não acomete linfonodos ou outras estruturas distantes.
  • Estádio II: o câncer avançou para os tecidos conjuntivos nas proximidades da vagina, mas não alcança a parede pélvica ou outros órgãos. Da mesma forma que no estádio I não acomete linfonodos ou estruturas distantes.
  • Estádio III: o câncer alcançou a parede da pelve ou acometeu linfonodos.
  • Estadio IV: tumor alcançou o reto ou a bexiga (estádio IVA) ou alcançou órgãos distantes (estádio IVB).

Opções de Tratamento

O tratamento depende do estadiamento da doença e das condições clínicas da paciente. De forma geral, o câncer de vagina pode ser tratado com cirurgia para remoção do tumor na vagina, tumor nos tecidos conjuntivos, remoção de todo o aparelho reprodutivo ou linfonodos.  Quanto menor a extensão da doença, menos invasiva é a cirurgia. A radioterapia ou quimioterapia também podem ser administradas a depender do estadiamento.