Câncer de Vulva

Informações Gerais

O câncer de vulva é a neoplasia maligna que acomete geralmente os grandes lábios e os pequenos lábios vulvares. Menos frequentemente o câncer poderá ocorrer no clitóris e nas glândulas de Bartholin.

É uma neoplasia incomum, acomentendo menos de 5.000 mulheres ao ano nos Estados Unidos.  Não há estatística brasileira para essa neoplasia.

Ocorre predominantemente em mulheres de 65 a 70 anos. Apresenta-se geralmente como uma úlcera ou placa. Habitualmente, se desenvolve de uma forma lenta durante vários anos.

Suas causas são desconhecidas, mas acredita-se que o HPV (papilomavirus humano) é um fator de risco, o mesmo agente causal do câncer de colo do útero. A neoplasia se origina de uma lesão pré cancerígena: a neoplasia intraepitelial vulvar.  (NIV)

Para o diagnóstico desse câncer é realizado avaliação visual médica e biópsia vulvar. O câncer de vulva é tratável, mas o tratamento é mais efetivo quando detectado precocemente, antes da doença se disseminar.

Os tipos mais comuns de neoplasia vulvar são:

  • Carcinoma vulvar de céulas escamosas: câncer que inicia nas células que estão na superfície da vulva, correspondendo a 90% dos tumores.
  • Melanoma vulvar: câncer que se origina nas células que produzem melanina, correspondendo a 5% dos tumores .

Os tipos menos comuns de neoplasia vulvar são

  • Adenocarcinoma de vulva: câncer que se origina nas glândulas.
  • Sarcoma: câncer que se origina no tecido conjuntivo.

Fatores de risco

Os fatores de risco ainda são desconhecidos. Alguns fatores identificados como de risco incluem os abaixo:

  • Infecção por HPV
  • Mulheres com condições que afetam sistema imune como infecção por HIV.
  • Mulheres com história prévia de lesões vulvares pré-cancerígenas.
  • Mulheres com lesões de pele envolvendo a vulva, como líquen esclerosante.
  • Mulheres que tiveram câncer cervical.
  • Tabagismo
  • Idade avançada

Sintomas

Infelizmente nos estágios iniciais os sintomas não são muito marcantes, dentre estes notam-se: prurido (coceira) ou sensação de queimação na vulva, sangramento não relacionado a menstruação, alterações na cor da pele dos grande lábios, alterações na superfície da pele da vulva e nódulos na vulva.

Outros sintomas que podem ocorrer são dor pélvica, dor ao urinar ou desconforto durante a relação sexual.

Exames

A biópsia da vulva é o exame que confirma o diagnóstico. Outros exames comumente são realizados, como tomografia, ressonância magnética nuclear, cistoscopia ou proctoscopia.

Exames de sangue para avaliação geral são feitos durante a avaliação inicial, incluindo sorologia para o HIV.

Estadiamento

Estadio I: o câncer se formou, mas não ultrapassou a vulva ou períneo (area entre o reto e a vagina)

Estadio II: o câncer alcançou a parte inferior da uretra, parte inferior da vagina e o ânus, mas não atingiu linfonodos.

Estadio III: o câncer pode ter alcançado a parte inferior da uretra, parte inferior da vagina e o ânus, atingindo ao menos 1 linfonodo.

Estadio IV: o câncer atingiu a parte superior da uretra, a parte superior da vagina ou outras partes do corpo.

Opções de tratamento

O câncer de vulva pode ser tratado com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação de modalidades, a depender do estádio da doença.